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Enfarte do miocárdio: defenda o seu coração

Seja pelo stress, por alterações emocionais ou por falta de descanso, o enfarte do miocárdio atinge grande parte da população e mata uma em cada três pessoas. Como preveni-lo? Conhecendo e controlando os fatores de risco.

 

 

Anatomia do coração

 

É um órgão muscular, um pouco maior que o punho de uma mão. A sua função é bombear o sangue de modo a que este chegue com eficiência a todas as células do nosso organismo, fornecendo-lhes o oxigénio de que elas necessitam para as suas funções vitais.
O coração tem quatro cavidades, através das quais o sangue é bombeado. As duas superiores são chamadas aurículas. As duas inferiores são os ventrículos. Existem quatro válvulas que permitem a passagem do sangue apenas numa direção, impedindo o refluxo.

 

Circuito obrigatório

 

O sangue não oxigenado (sangue venoso) proveniente de todo o organismo entra no coração através da aurícula direita, passa ao ventrículo direito e é bombeado para os pulmões através da artéria pulmonar para ser de novo oxigenado. Retorna ao coração através das veias pulmonares, entra na aurícula esquerda, passa ao ventrículo esquerdo e é então bombeado para a artéria aorta e daqui para todo o organismo.

 

Ciclo cardíaco

 

Consiste na contração e distensão e é comandado por um impulso elétrico com origem na aurícula direita, no nódulo sinusal (pacemaker natural). Este impulso difunde-se pelo músculo cardíaco provocando a contração à medida que o atravessa. O nódulo sinusal marca a cadência, o ritmo de batimentos do coração, podendo aumentar ou diminuir de acordo com as necessidades.

 

Alimentar o coração

 

O músculo cardíaco (miocárdio) também necessita de ser irrigado e receber oxigénio para funcionar eficazmente. O sangue oxigenado é levado ao músculo cardíaco através de pequenas artérias denominadas artérias coronárias.

 

Enfarte do miocárdio

 

Ocorre quando a irrigação sanguínea do músculo cardíaco diminui ou é suprimida, na sequência da oclusão de uma ou mais artérias coronárias.

 

Como se processa?

 

1. Quando a quantidade de sangue que chega ao músculo é insuficiente (isquémia), o coração deixa de funcionar por falta de oxigenação. A obstrução das artérias coronárias (e outras artérias) é causada pelo desenvolvimento de placas (depósitos de várias substâncias, como gorduras) nas paredes das artérias, processo denominado por aterosclerose e que pode desenvolver-se progressivamente ao longo dos anos.

2. Por vezes, porções destas placas (êmbolos) deslocam-se da parede arterial (êmbolos), podendo ocluir totalmente uma artéria coronária (de menor calibre) e provocar um enfarte do miocárdio.

3. Se a oclusão durar mais que uns minutos, as células podem sofrer danos irreversíveis e morrer – a gravidade deste depende da extensão da lesão.

 

Sinais de alarme

 

Dor

- É o sintoma clássico do Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) e pode ter várias características e localizações.

- A dor típica do Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) é uma dor provocada pelo esforço, emoção e/ou stress, localizada na região central do tórax e que é descrita habitualmente como sensação de opressão, aperto ou ardor. Pode estender-se para as costas, queixo e/ou braço esquerdo. No entanto, em determinadas patologias como, por exemplo, a diabetes, não há dor, e o enfarte pode manifestar-se apenas por outro tipo de sintomas menos específicos.

Palpitações

- Correspondem a perturbações do ritmo cardíaco motivadas também pela falta de oxigenação do coração.

Outros sintomas

- Suores frios.

- Náuseas.

- Vómitos.

- Ansiedade.

- Dificuldade respiratória.

 

Causas do enfarte do miocárdio

 

Para preveni-lo, é essencial conhecer os fatores de risco:

 

Fatores de risco não controláveis

 

Idade: Cerca de 85% das pessoas que morrem de doença coronária têm mais de 65 anos. A idade funciona não só como fator de risco “per si” pelo processo de envelhecimento fisiológico do coração mas também como fator temporal de acumulação de outros fatores de risco.

Sexo: Os homens têm maior risco cardiovascular do que as mulheres e podem ter Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) mais precocemente. Depois da menopausa, esta diferença tende a atenuar-se. Na fase pré menopausa o ambiente hormonal feminino funciona como fator protetor contra os acidentes cardiovasculares.

Hereditariedade: Está provado que pessoas com antecedentes familiares de doença cardiovascular têm um risco aumentado de desenvolver esta patologia.

 

Fatores de risco controláveis

 

Tabagismo: O cancro do pulmão e a probabilidade de enfarte do miocárdio são os dois principais riscos para quem fuma. O risco de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) nos fumadores é sensivelmente o dobro dos não fumadores. O fumo dos cigarros é o maior fator de risco para a morte súbita cardíaca. Um fumador que tem um enfarte do miocárdio tem maior probabilidade de morrer que um não fumador nas mesmas condições. Mesmo a simples exposição ao fumo do tabaco (fumadores passivos) aumenta o risco de doença cardíaca.

Tensão arterial elevada: A hipertensão é um importante fator de risco para os acidentes cardiovasculares, pois constitui um dos fatores de génese das placas ateroscleróticas. Em Portugal este fator de risco assume particular importância. De salientar que os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são a principal causa de morte no nosso país.

Colesterol alto: Quanto mais elevados forem os níveis de colesterol, maior o risco de doença coronária. Quando adicionado a outros fatores de risco, hipertensão e tabagismo, este risco aumenta de forma exponencial.

Sedentarismo: A ausência de atividade física é um fator de risco para a doença coronária. Uma atividade física moderada, efetuada regularmente, contribui para o bem-estar do seu coração e vasos sanguíneos, ajuda a controlar o colestrol, a diabetes, a obesidade e reduz a pressão arterial.

Diabetes: Aumenta seriamente o risco de doença cardiovascular. Dois terços dos diabéticos morrem devido a doença cardiovascular. A diabetes é uma doença grave com grandes repercussões a nível de múltiplos órgãos e sistemas, dos quais um dos mais importantes é o sistema cardiovascular.

Excessso de peso e obesidade: A obesidade aumenta o esforço do coração, aumenta a pressão arterial, o colesterol total e triglicéridos e facilita o desenvolvimento da diabetes.

Stress: É um fator de risco para acidentes cardiovasculares. A forma como cada um de nós reage ao stress do dia a dia é variada. Por exemplo, em situações de stress aumentado, os fumadores fumam ainda mais, a tensão emocional aumenta e a frequência cardíaca também, o que contribui para o aumento da pressão arterial.

 

Quando consultar o médico

 

Na presença de quaisquer dos sinais de alarme enunciados deve ser visto por um médico imediatamente. Por outro lado, e idealmente, se reconheceu em si algum destes fatores de risco, deve igualmente marcar uma consulta no sentido de estabelecer um plano de prevenção do seu risco cardiovascular com medidas concretas de eliminação de cada um dos fatores.

 

Saiba mais…

 

O tratamento de um enfarte do miocárdio envolve sempre internamento hospitalar e é urgente. Consiste em desobstruir as artérias coronárias ocluídas, através de meios farmacológicos e/ou mecânicos e controle dos efeitos secundários do sofrimento cardíaco (arritmias, insuficiência cardíaca, etc.). Atualmente existem muitas armas terapêuticas para o enfarte do miocárdio que dependem sempre da evolução e da extensão da lesão do coração.

 

7 conselhos para reduzir o risco cardiovascular

 

1. Não fume. Se é fumador, deixe de fumar rapidamente.

2. Meça a tensão arterial regularmente.

3. Vigie regularmente níveis do seu colesterol.

4. Faça exercício físico com regularidade.

5. Se tem excesso de peso, tente reduzi-lo para os valores adequados.

6. Evite as gorduras.

7. Não consuma bebidas alcoólicas. O excesso de álcool aumenta a pressão arterial.

 

Conteúdo cedido pela AdvanceCare.

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